Coréia do Sul - País com o melhor metrô do mundo!
- Trilhas e Milhas H2O
- 22 de fev.
- 16 min de leitura

Poderia ter pensado em Nova York, Paris ou Londres, já que estas cidades são famosas por possuírem ótimos metrôs. No entanto, segundo a CNN Travel, o destaque vai para Seul - Cidade que nunca dorme e com o melhor "subway" do mundo!
Cada vez mais pessoas estão incluindo essa cidade em suas listas de viagem, seja para vivenciar a sua rica história, cultura e gastronomia ou para acompanhar a Hallyu ou onda coreana, que está conquistando o mundo! Este é um movimento cultural que tem levado a música pop (K-pop), dramas televisivos (K-dramas ou doramas), cinema, moda, produtos de beleza e procedimentos estéticos da Coreia do Sul para os quatro cantos do mundo.
Adoramos Seul, que contrasta muito bem o passado com o seu ar futurista. Sendo uma das cidades mais conectadas do mundo, também é extremamente segura, tem muitos parques com áreas verdes e a noite ferve, não dorme!
Antes de sua viagem, confira alguns fatos sobre a capital coreana que você talvez não conheça e nos acompanhe para saber onde se hospedar, o que fazer, quando ir e muito mais!
Seul é um destino fascinante para os amantes da história. Com raízes de 2 mil anos de existência, a cidade abriga palácios imponentes como Gyeongbokgung e Changdeokgung que relataremos mais adiante.
Para uma experiência ainda mais autêntica, os visitantes podem explorar a cidade vestindo um Hanbok, o traje nacional coreano. Neste caso, ficam isentos da taxa de ingresso dos palácios. Mas não se preocupe, pois as entradas são baratas, custando 3000 wons coreanos, em torno de 2 doláres.
Antes da sua viagem faça a Autorização Eletrônica de Viagem no site oficial abaixo:
Nós brasileiros não necessitamos de visto se a permanência for de até 90 dias. Basta aplicar o K-ETA (Korean Eletronic Travel Authorizaton), cujo preço fica em torno de 8 dólares.
Visitamos o país no outono de 2024.
No dia 26 de outubro, nossa jornada nos levou até o aeroporto de Incheon, ponto de entrada para a imensa Região Metropolitana de Seul, um conglomerado urbano que abriga mais de 26 milhões de habitantes. É a segunda maior cidade do mundo, depois da de Tóquio, no Japão.
No aeroporto mesmo já instalamos um chip para o celular e trocamos um pequeno valor em dólar para a moeda local, a fim de chegarmos até a nossa hospedagem. Compramos também o cartão do metrô, que é o T-Money e este pode ser comprado em lojas de conveniência, como a CU. Não se espante... rsrs, é só o nome da loja. O saldo que sobrar do T-money, você poderá receber o estorno nas próprias lojas (algumas delas tem limite de 'refund' diário) ou fazer como nós, que utilizamos o saldo para pagarmos o taxi de volta para o Aeroporto. O nosso voo de regresso era bem cedo e saímos do hotel às 03h30min da matina.
Existem várias formas de ir do Aeroporto de Incheon para o centro, como metrô, ônibus ou táxi, sendo que todas têm duração aproximada de uma hora.
Optamos pelo ônibus 6010, conhecido localmente como 'limousine', por ser uma opção confortável e que nos deixava próximo ao nosso hotel.
A busca por um hotel que combine conforto e boa localização em qualquer cidade grande é uma tarefa árdua. Em Seul, essa busca se torna ainda mais desafiadora devido aos custos bem elevados e à ausência de café da manhã em muitas opções.
Vimos muitos blogs de viagem que indicavam dois bairros como os de melhor localização - Jongno-gu e Myeongdong. As duas opções são uma ao lado da outra e bem centrais. O primeiro bairro é próximo aos principais palácios da cidade e o segundo considerado um dos melhores para fazer compras e famoso por suas lojas de moda, cosméticos e acessórios, que conta com uma área bem movimentada e repleta de restaurantes e cafés. Decidimos pelo Shin Shin Hotel em Myeongdong.

Gostamos do hotel apesar do quarto minúsculo. Não tem nem armário e possui somente um cabideiro. Não tem onde pendurar as toalhas após o banho. O destaque fica por conta do banheiro de outro mundo, com aquele vaso sanitário super tecnológico, digno de reis.
Outro aspecto positivo é que na recepção tem uma máquina para trocar dólares, com um câmbio bem honesto. Recomendamos o "Shinfrinho", como brincávamos, principalmente devido a sua localização num excelente bairro, perto de bons restaurantes onde comemos um churrasco coreano de primeira, tomamos café da manhã em Starbucks próximos e a 5 minutos do metrô.
Logo no dia da chegada ficamos impressionados com a ajuda prestada pelo povo sul coreano, muito educado, simpático e prestativo. Uma das pouquíssimas dificuldades na cidade é a navegação, pois o Google Maps realmente não funciona. Tivemos que usar o aplicativo local Naver Map. Deste modo, ao desembarcarmos do ônibus vindo do aeroporto, tentamos utilizá-lo, mas ficamos um pouco confusos por estarmos acostumados ao Google Maps.
Acabamos andando bastante na direção errada. Até paramos num Starbucks para tomarmos o café da manhã. Voltamos ao ponto de descida do ônibus e ao pedirmos informação através do Google Tradutor, uma alma bondosa nos levou até o hotel usando o Naver Map dele.
Estávamos a menos de 100 metros do nosso hotel, que fica numa pequena ladeira do outro lado da via e somente com a referida ajuda chegamos ao nosso destino.
Fizemos um roteiro usando a Inteligência Artificial:
Dia 1: Myeongdong e Palácio Gyeongbokgung
Hotel ShinShin Myeongdong, Endereço: 29-1, Myeongdong 8-gil, Jung-gu.
Myeongdong Kyoja (Café da manhã), Endereço: 29, Myeongdong 10-gil.
Valor: Aproximadamente 10,000 KRW (R$ 40) por pessoa.
Palácio Gyeongbokgung, Endereço: 161, Sajik-ro, Jongno-gu.
Entrada: 3,000 KRW (R$ 12) por pessoa.
Transporte: Metrô (aproximadamente 1,350 KRW / R$ 5).
Assim o planejamento seguiu pelos nossos 5 dias na cidade.
Alternamos a sequência de alguns passeios, incluímos e tiramos alguns outros, mas cumprimos quase que totalmente o planejamento inicial.
Vamos explorar Seul conosco? Como já mencionado, a cidade possui um excelente metrô, que também é um dos maiores do mundo, com 940 km de extensão. Rápido, eficiente e com Wi-Fi gratuito, é a maneira mais conveniente de conhecer os principais pontos turísticos.
Além de ser gigantesco é muito bem sinalizado, confortável e muito limpo. Andamos bastante de metrô e tivemos que subir/descer muitas escadas, muitas mesmo!
Na nossa percepção faltou um número maior de escadas rolantes e elevadores, principalmente para o pessoal que a OMS chama hoje em dia de ancião (75 a 90 anos), além de cadeirantes e deficientes físicos.
O número de pessoas com mais de 65 anos no país chega a mais de 10 milhões, representando 20 % da população ou seja, uma sociedade super-envelhecida, de acordo com a classificação da ONU. A Coreia do Sul tem uma das taxas de natalidade mais baixas do mundo, de apenas 0,72 em 2023. As autoridades sul-coreanas tem tentado desesperadamente reverter esta tendência gastando mais de 200 bilhões de dólares em incentivos ao seu povo.
Veja a foto do número de linhas e estações:

A cidade é "um brinco" em termos de limpeza, porém nos chamou a atenção que não tem muitas lixeiras públicas espalhadas pela cidade. Vimos até uma transeunte tirar o seu resíduo da bolsa para descartar em uma das poucas lixeiras. A explicação é que em Seul a população é muito grande para um território pequeno, o que gera muito lixo e pouco espaço para despejá-lo. Para conscientizar as pessoas sobre a responsabilidade de descartar o lixo, o governo decidiu retirar as lixeiras públicas. Interessante, né?
São cinco palácios em Seul: Changdeokgung, Changgyeonggung, Deoksugung, Gyeongbokgung e Gyeonghuigung - todos localizados no distrito de Jongno-gu.
Devido ao nosso tempo de estadia na cidade optamos por visitar apenas os dois principais.
No dia 27 de outubro a tarde fomos conhecer o Palácio Changdeokgung. Este é um dos cinco palácios que foi construído pela dinastia Joseon, no século XV.
Reconhecido por sua beleza natural e harmonia com o ambiente, o Changdeokgung foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1997. Ele é um exemplo clássico da arquitetura palaciana coreana. A utilização de madeira, papel e telhas cerâmicas, combinada com elementos naturais, cria um ambiente elegante e sofisticado. Curta aí:

Ainda bem que visitamos antes da neve, hehe:

Seul ostenta um número impressionante de Noraebangs (salas de karaokê), com uma estimativa de 30.000 espalhadas pela cidade. Sendo parte diária da cultura coreana, os moradores adoram visitá-los para celebrar e relaxar com seus amigos próximos ou familiares ou até mesmo sozinhos.
A cantoria das músicas favoritas é geralmente acompanhado de bebidas e lanches. E melhor ainda, cada grupo terá uma sala privada para que possam cantar e dançar como se ninguém estivesse olhando.
O último rei de Joseon era bem conhecido por seu vício em cafeína. Desde a primeira introdução do café no país, ele tem dominado o gosto dos coreanos. Seul é o lar de mais de 100.000 cafés. ‘According to statistics, Korea had 100,729 coffee shops as of the end of 2022, up 4.5 percent from the previous year and almost double the figure from 2016’. Google.
Outra curiosidade sobre a capital coreana é que ela é líder global na indústria de E-Sports. É um centro de jogos online com inúmeras equipes profissionais, torneios de alto nível e fãs ávidos. “Seoul is considered the capital of E-Sports due to its history, infrastructure, and the many sports experiences available.
A Coreia do Sul também é pioneira na organização de campeonatos de e-Sports. A primeira olimpíada de jogos eletrônicos foi realizada em Seul. O World Cyber Games em outubro do ano 2000 foi o primeiro campeonato que contava com 174 jogadores de 17 países e competições nos jogos: Quake III Arena, Age of Empires II, FIFA 2000 e o famoso StarCraft. Google.

Um fator contribuinte para a expansão do E-Sports é que Seul é conhecida como a capital mundial da "banda larga". A cidade possui uma das velocidades de internet mais rápidas do mundo.
“South Korea is a global leader in broadband internet, with a high rate of broadband penetration, fiber adoption, and access technology”. Google.
Vimos também que a cidade possui muitas câmeras de segurança e se a pessoa pensar em furtar algo será questão de minutos para que a polícia possa recuperar.
Outra marca da cidade é que nos cruzamentos de algumas vias, o semáforo também possui luzes sinalizadoras no chão. Foi uma nova solução encontrada por Seul a fim de evitar acidentes com pedestres desatentos, que trafegam pelas ruas olhando para o celular. Filmamos a novidade:

No dia 28 de outubro visitamos a Seoul Tower. Na ida para lá pegamos um caminho pelo subsolo e nos deparamos com uma enorme área gourmet do Lotte Market. Aproveitamos para explorá-la e escolhemos o La Farina Bagel para tomar o café da manhã. Nossa!!! Que delícia!! Comemos um donut que até hoje estamos sonhando com ele. Dos deuses!


A Seoul Tower é um dos marcos mais icônicos da cidade.
Ela oferece vistas de tirar o fôlego. Aninhado no topo da Montanha Namsan, este marco é imperdível, pois oferece uma visão incomparável da paisagem urbana de Seul. Como fomos no outono, ainda pegamos paisagens deslumbrantes ao redor da torre. Uma tradição entre os casais é colocar um cadeado nas várias cercas da área, simbolizando um amor eterno. E o casal H20 é claro que deixou o seu cadeado lá, celebrando o nosso amor infinito. Confere ai:
A Coreia do Sul é famosa por ser um grande centro tecnológico e de grandes empresas internacionais como Samsung, LG Electronics e SK Hynix (líder mundial na produção de chips de memória), porém não sabíamos que os trabalhadores em Seul são ‘workaholics’. A cultura de trabalho da cidade envolve longas horas de trabalho. A reputação vem de uma forte ênfase cultural em trabalho duro e comprometimento. Os funcionários geralmente são esperados para ficar até mais tarde ou fazer hora extra como um sinal de lealdade com o empregador. Outra triste realidade da Coreia do Sul é a atual taxa de 28,6 suicídios por 100 mil habitantes (entre as maiores do mundo). A pressão acadêmica, a competição intensa e a evolução das tradições familiares contribuem para este infeliz cenário. O governo sul-coreano luta para reverter essa tendência, investindo em cuidados de saúde mental e programas de prevenção.
Um dos bairros de Seul está congelado no tempo e se tornou uma atração turística. Aninhada entre os principais palácios da cidade, Gyeonbokgung a oeste e Changdeokgung à direita, a Vila Hanok de Bukchon é uma área que abriga centenas de pitorescas casas tradicionais coreanas, ou hanoks, que mostram como era a vida na cidade há cerca de 600 anos, durante a dinastia Joseon.
A área consiste em cerca de 625 casas tradicionais com telhados em conjunto com a arquitetura hanok. A vila é uma área de convivência, onde os moradores se misturam com os turistas, por isso vemos algumas placas pedindo silêncio. Visitamos o Bukchon Tradinional Museum que nada mais é do que uma das casas preservadas e subimos até o topo da vila onde tem um café com vista panorâmica e rende boas fotos. Chama-se Bukchon Hanok Observatory. Quando encontrá-lo, suba até o 3º andar do prédio. Há uma taxa de entrada de ₩ 3.000 (cerca de US$ 2,25), mas você ganha um café, chá ou suco com a compra do ingresso.
Na descida da Vila avistamos a bandeira brasileira e vimos que era da nossa Embaixada em Seul. Saindo de lá, a nossa intenção era visitar o Palácio Gyeongbokgung. Na chegada no palácio fomos surpreendidos, pois era terça-feira, exatamente o único dia da semana que ele não abre.
Veja os horários abaixo:
Gyeongbokgung Palace;
Open daily, except on Tuesdays. Hours vary by season:
March–May: 9 AM–6 PM
June–August: 9 AM–6:30 PM
September–October: 9 AM–6 PM
November–December: 9 AM–5 PM

Quem vê a água limpa descendo pelo rio Cheonggyecheon e pode usufruir das áreas verdes, que tornaram o centro de cidade mais agradável, não imagina que, até o início da década de 1970, aquela era apenas mais uma zona urbana degradada, a exemplo de tantas outras pelo mundo afora.
A recuperação do rio Cheonggyecheon é uma jornada de transformação urbana e investimentos de US$ 380 milhões. O que era um canal poluído e negligenciado tornou-se um símbolo de revitalização e um espaço público vibrante.
Nossa norinha Bianca, inclusive nos falou que este fato foi tema de estudo na faculdade de arquitetura dela, sendo considerado uma referência mundial em humanização de cidades.
A decisão de demolir um viaduto e investir em infraestrutura verde foi crucial para recuperar a beleza natural do rio e melhorar a qualidade de vida dos moradores de Seul.

Visitamos o bairro Hongdae, localizado próximo à Universidade Hongik, e adoramos passear por lá à noite. É um coração pulsante da juventude sul-coreana, um caldeirão cultural onde a arte, a música e a moda se misturam em uma explosão de criatividade. Vimos shows pela rua, fizemos compras e comemos uma pizza maravilhosa neste bar abaixo, regado a um bom chopp. De sobremesa comemos, na esquina da frente, um churros sensacional que tinha uma fila enorme de espera.
No dia 30 de outubro visitamos a Zona Desmilitarizada (DMZ), que separa a Coreia do Norte da Coreia do Sul, distante uma hora de ônibus de Seul. Na DMZ nós podemos observar o lado norte-coreano através de binóculos, explorar túneis subterrâneos e aprender sobre a história da Guerra da Coreia. A DMZ é uma faixa de terra de 2,5 mil quilômetros de comprimento que separa as Coreias. Criada após a Guerra da Coreia (1950-1953), a DMZ é uma zona tampão militarizada, fortemente patrulhada por soldados de ambos os lados ou seja, desmilitarizada só no nome!

A DMZ é um lugar de contrastes. De um lado, está a Coreia do Norte, um país isolado e fechado para o mundo. Do outro lado, está a Coreia do Sul, uma democracia vibrante e desenvolvida.
A DMZ é uma linha divisória entre dois mundos diferentes. Visitar a DMZ é uma experiência única e inesquecível. É um lugar onde se pode sentir a história e a tensão atual entre os países.
Pouco antes da nossa visita, o país comunista enviou balões cheios de lixo e fezes pra o país vizinho. https://www.youtube.com/watch?v=vqfZc6xl8V4.
Além desta tensão que sempre paira no ar, a guia do nosso passeio comprado na Get Your Guide, nos falou que não haveria garantia de 100% que o tour ocorreria, por depender da situação do dia e autorização dos militares que patrulham a área. Falou inúmeras vezes que não poderíamos tirar fotos, em nenhuma hipótese, do outro lado e deu varias recomendações de segurança, tipo ter cuidado para não desgrudar do nosso grupo, mostrar os passaportes na entrada da DMZ, etc.
Foto da internet:

O roteiro do nosso passeio foi este:
“Depois de conheceres o teu guia, irás para o parque Imjingak. No caminho, poderás ouvir uma história interessante sobre a Guerra da Coreia. Podes visitar Mangbaedan e a Ponte da Liberdade. Esta ponte foi explodida durante a Guerra da Coreia e reconstruída. E depois exploras o 3º Túnel. Tem mais de 1.635m de comprimento, 2m de largura e 2m de altura e está localizado a 52km de Seul. Do Observatório de Dora, podes ver a Coreia do Norte e vários locais. Depois de uma pequena pausa em Imjingak, dirigimo-nos para a Ponte Suspensa Vermelha, situada no Monte Gamak, onde teve lugar a heróica batalha das tropas britânicas na Guerra da Coreia."
A primeira parada do tour é no Parque Imjingak. Este é um lugar carregado de história e simbolismo, aonde vimos um memorial aos milhões de coreanos que foram separados de suas famílias durante a Guerra da Coreia. O parque também abriga outros monumentos e estátuas que representam a dor da divisão e a esperança pela reunificação.
Um dos pontos de destaque é o Mangbaedan Alter, onde as pessoas podem realizar ritos ancestrais direcionados às suas cidades natais, no Norte.

O Pavilhão do Sino da Paz abriga o Sino da Paz, simbolizando a esperança de reunificação e paz entre as Coreias.

Outro ponto interessante é a Ponte da Liberdade, que conecta os dois países. Foi neste local que 13.000 prisioneiros de guerra foram trocados na década de 1950.

A Locomotiva da Paz a vapor é uma locomotiva preservada, que foi danificada durante a Guerra da Coréia, representando a divisão contínua entre o Norte e o Sul.
Este é um memorial com fitas coloridas que contêm mensagens de paz, esperança e reunificação, escritas por visitantes, especialmente por sul-coreanos que ainda têm familiares do outro lado da fronteira.
Essas estátuas representam uma "mulher de conforto" (ou comfort woman), um memorial dedicado às mulheres que foram forçadas a trabalhar em bordéis militares pelo exército imperial japonês durante a Segunda Guerra Mundial.
Abaixo temos a Ponte da Unificação que faz parte da antiga ferrovia Gyeongui, que conectava Seul a Pyongyang antes da guerra.

Dali fomos para o Observatório Dora aonde é possível avistar a DMZ, a cidade norte-coreana de Kaesong e uma área que dizem ser fake (explicaremos mais a frente), bem como a aldeia agrícola do lado sul.

Repare que o lado norte é descampado, já que assim facilita a vigilância da DMZ pelos soldados do norte. Se alguém tentar fugir, será fuzilado!
A guia nos informou que atualmente a única maneira de vazar do abismal regime de Kim Jong-un é pela fronteira terrestre com a China e depois Mongólia.
O teleférico Gôndola da Paz, que você vê no vídeo, foi inaugurado em 2019 e dá aos visitantes uma visão incrível da região. Ele atravessa o rio Imjin e leva a uma área bem próxima da zona desmilitarizada, sem precisar de permissões especiais. A ideia é proporcionar uma experiência diferente, mostrando de cima a paisagem e a divisão entre as duas Coreias de um jeito mais impactante e fácil de entender.
No lado sul da DMZ, encontramos a Aldeia da Liberdade (Taesongdong), uma comunidade rural que serve como um símbolo da resistência sul-coreana e da esperança em um futuro reunificado. Apesar de estar localizada em uma das zonas mais militarizadas do mundo, a vida em Taesongdong segue um ritmo relativamente normal.
A aldeia é habitada por cerca de 200 pessoas, que vivem da agricultura e da pecuária. Inclusive compramos mercadorias produzidas nesta vila, num mercado disponível aos turistas.
Do outro lado da fronteira, a Coreia do Norte construiu Kijŏng-dong (a tal da área fake), uma vila criada para parecer ser real. Ela é frequentemente chamada de "Vila da Propaganda" devido às suas características peculiares como fachadas coloridas, iluminação noturna contrastando com as áreas circundantes mais escuras e ausência de habitantes.
Um destaque da visita é o Terceiro Túnel, um dos quatro que foram escavados pela Coreia do Norte sob a DMZ, com o objetivo de invadir o Sul. Descoberto em 1978, esse túnel subterrâneo representa uma das ameaças mais concretas à paz na península coreana e oferece um vislumbre da tensão constante que marca a região.
O Terceiro Túnel é uma estrutura impressionante, com cerca de 1 m de altura e 2 metros de largura. Ele se estende por mais de 1 km sob a DMZ, atingindo um ponto a apenas 52 km de Seul. A construção desse túnel exigiu um esforço enorme da parte dos norte-coreanos, demonstrando a determinação em perpetrar um ataque surpresa. Na entrada do túnel tem um detector de metais. Não pudemos nem levar o celular que deixamos em um ‘locker’.
A descida é de mais de 70 m abaixo do solo com quase 300 m de caminhada e a subida, já viu né, cansativa!
Fotos da internet:


E agora fotos da chegada de volta do túnel:
Finalizamos o tour conhecendo a ponte suspensa com um dia de sol, que ajudou muito nas fotos:
A Ponte Vermelha Suspensa ou Ponte Gamaksan Chulleong é um marco histórico e turístico localizado perto da DMZ. Essa ponte, com sua estrutura vibrante e localização estratégica, carrega consigo um significado profundo, tanto histórico quanto simbólico. Durante a Guerra da Coreia, ela desempenhou um papel crucial nas batalhas que ocorreram na região. As tropas britânicas, aliadas das forças sul-coreanas, lutaram bravamente para defender a ponte, travando combates ferozes contra as forças norte-coreanas. A ponte foi destruída e reconstruída diversas vezes durante o conflito, tornando-se um símbolo da resistência e da luta pela liberdade.
No regresso do tour da DMZ, visitamos o Dongdaemun Design Plaza. É um marco arquitetônico impressionante, que foi projetado pelo renomado arquiteto Zaha Hadid, sendo um complexo futurista que combina arte, cultura e comércio. Caracterizado por suas formas fluidas e curvas tornou-se um destino turístico popular. Parece um disco-voador.
Saindo dali andamos cerca de 10 minutos e chegamos no mercado de Gwangjang.
É um mercado super popular que já apareceu no programa Street Food Asia da Netflix. Inicialmente conhecido por seus tecidos e artesanatos, o mercado se tornou um ícone da culinária coreana, atraindo tanto turistas quanto moradores locais em busca de uma experiência gastronômica bem diversificada.
Paramos em uma barraquinha para saborear um sashimi de salmão e fomos atendidos por uma senhora adorável. A minha amada esposa ama sashimi, mas não queria comer o acompanhamento. Foi aí que a simpática senhora, com toda a delicadeza do mundo, enfiou a comida direto na boca dela! Que gentileza, não? Fez isso várias vezes... rsrs
No dia 31 de out, para a nossa alegria em um dia ensolarado, cinematográfico, voltamos ao Palácio Gyeongbokgung (lembra que estava fechado?) para visitá-lo, assim como para assistir a famosa troca de guardas. Esse palácio é considerado o mais imponente e representativo de todos eles. Fundado em 1395, serviu como sede do governo Joseon por quase 500 anos.
A tradição da troca de guardas remonta aos tempos em que o palácio era a sede do governo e os guardas eram responsáveis pela proteção do rei e da família real.
A cerimônia é realizada diariamente (exceto em dias chuvosos) em frente ao portão principal às 10 e às 14 h. Antes tem uma sessão de treinamento às 09:35 e 13:35 h. Ela recria a atmosfera da dinastia Joseon, com guardas vestidos com trajes coloridos e realizando uma série de movimentos sincronizados. A troca da guarda é acompanhada por música tradicional e representa um dos aspectos mais visuais e memoráveis da cultura coreana. Show de bola!
Vc sabia que o beisebol é um dos esportes mais amados em Seul? Pois é,
este esporte estreou na Coreia há mais de um século e tem uma longa história. A liga profissional de beisebol da Coreia do Sul, a KBO League, tem altos números de audiência e times como o Doosan Bears que têm inúmeros fãs.
Como é o clima em Seul e qual a melhor época para visitá-la?
A cidade conta com invernos frios e secos e verões quentes e úmidos. As estações de transição, primavera e outono, são geralmente as mais agradáveis.
Entre dezembro e fevereiro, é bastante frio, com neve e temperaturas abaixo de zero.
De março a maio, a primavera é uma estação encantadora em Seul, com a floração das cerejeiras. As temperaturas são amenas e a cidade ganha vida com diversos festivais. Já no outono (setembro a novembro) é outra estação popular, com temperaturas agradáveis e as folhas das árvores mudando de cor.
Demos muita sorte no final de outubro e pegamos uma temperatura bem agradável, dias sem chuva e a paisagem dando um show, com as árvores coloridas variando entre os laranjas, amarelos e vermelhos. Maravilhoso!
Concluímos este post na expectativa que você tenha gostado de Seul tanto quanto nós.
É uma metrópole futurista, onde a tecnologia está presente em todos os aspectos da vida.
A capital da Coreia do Sul superou todas as nossas expectativas! A cidade é moderna, vibrante e, acima de tudo, muito segura. Desde os transportes públicos super eficientes até os shoppings com as últimas novidades, a cidade demonstra um avanço tecnológico impressionante. Ao mesmo tempo, a tradição coreana se faz presente em cada esquina, criando um contraste fascinante.
Foi uma viagem que deixou o casal H2O maravilhado (te amo mi amorr) com a capacidade da cidade de conciliar o antigo e o novo.

Finalizamos assim, mais uma trip neste mundão tão diverso e de diferentes culturas. Curtiu o post?
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Adorei o post! Seul é referência em arquitetura e infraestrutura verde 😍
Adorei!
Wowwwwww
Parabens mi amorrrr te amo!